A caça as bruxas e a perseguição religiosa durante a Idade Média, quando a Igreja Católica era a unica entidade central de poder existente, foi praticamente nula. Mais pessoas foram mortas em tiroteios em shopping centers nas últimas 3 décadas do que bruxas queimadas entre 500 e 1300.
A caça às bruxas começou no fim da Idade Média, mas a perseguição religiosa, sobretudo aos judeus, foi uma constante - acentuada no período das Cruzadas (por falar em perseguição religiosa) - assim como a miséria, pestes e guerras no “período de ouro” sob a “digníssima” entidade – cujas estatísticas são escassas. Há mais o que dizer das últimas três décadas do que daqueles mil anos.
A partir do renascimento e da idade moderna, as recentes autoridades nacionais começaram a explorar demagogicamente a questão da religião como instrumento de estabelecimento do seu poder, como ocorreu na Inquisição Espanhola e nas diversas guerras religiosas no centro europeu.
Isso porque nos mil anos anteriores a Igreja exerceu soberana esse papel – explorando o obscurantismo como instrumento de manutenção do poder e esse, como instrumento de conquistas.
De qualquer maneira, condenar o cristianismo pelo que ele ainda guardou, durante algum tempo, das barbaridades pagãs, é ignorar justamente que a evolução do pensamento cristão foi exatamente o que criou na nossa civilização o entendimento necessário para o abandono da crueldade e intolerância comuns aos povos primitivos.
Antes a Igreja tivesse guardado mais das barbaridades pagãs realmente – a evolução do pensamento cristão, longe de ocorrer de forma lenta e gradual, por uma nobre inspiração interna, foi abrupta e violenta – a base do derramamento de sangue e contra sua vontade - de outra forma é bem provável que ainda vivêssemos sob o obscurantismo.