19 de Maio de 2012, 00:11

Autor Tópico: O Que Vocês Acham Desse Texto?  (Lida 2381 vezes)

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Offline Cameron

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O Que Vocês Acham Desse Texto?
« Online: 19 de Junho de 2011, 14:33 »
Você realmente sabe o que é roubo?
por The Foundation for a Free Society, sexta-feira, 17 de junho de 2011.

Imagine que você está em sua casa, sentado no seu sofá, assistindo à sua televisão. De repente, uma quadrilha de ladrões invade sua casa e rouba esse seu aparelho. O que você faz? Dado que a função do governo é proteger os direitos de propriedade, você provavelmente chamará a polícia. Se tiver muita sorte, você recupera sua televisão, os larápios vão para a cadeia e sua vida voltaria para o normal, na medida do possível.

Até que...

Três meses depois, os ladrões fogem da cadeia e, como esperado, roubam sua televisão novamente. Só que desta vez eles agem de maneira mais perspicaz: eles contratam a máfia para fazer isso. Você diria que há alguma diferença entre esses dois arranjos? Dificilmente. Afinal, você ficou sem sua televisão e os ladrões continuam sendo os responsáveis pelo roubo — ainda que não tenha sido eles quem fisicamente roubou sua televisão.
Com muita sorte, você recuperaria novamente sua televisão, os larápios e a máfia iriam para a cadeia, e sua vida voltaria ao normal... Mas provavelmente nunca mais haveria um 'normal' após isso. Mas o que aconteceria caso a máfia, impune, resolvesse doar sua televisão para uma família menos "financeiramente favorecida"? Será que esse ato de "caridade" faz com que o roubo de sua propriedade pessoal passe a ser considerado algo aceitável?

Definitivamente não.

Sempre que alguém rouba sua propriedade, por qualquer motivo, com ou sem a ajuda da máfia, trata-se de um ato criminoso de agressão. Pergunta: o que uma quadrilha de ladrões e a máfia têm em comum com Frédéric Bastiat? Nada. Porém, foi Bastiat quem certa vez disse:

O governo é a grande ficção por meio da qual todos querem viver à custa de todo o resto.

Bastiat observou que, ao invés de contratar a máfia, os larápios modernos — de todos os tipos e classes — simplesmente recorrem ao governo para conseguir o que querem.

Atos de agressão que são considerados criminosos quando cometidos por mim ou por você, repentinamente se tornam legítimos quando cometidos pelo governo — transmutação essa que é conhecida como a 'mágica da legislação'.

Essa mágica permite que indivíduos ou grupos de indivíduos estejam legitimamente autorizados a roubar a vida, a liberdade e a propriedade de outros — e tudo com a sanção, a proteção e a assistência do governo.

Bastiat rotulou esse fenômeno de "espoliação legitimada".

Como reconhecer uma espoliação legitimada? Algumas vezes, tais espoliações são explícitas e fáceis de ser reconhecidas. Quando bancos ou grandes empresas recebem ajuda financeira direta do governo, para sair de alguma dificuldade, isso é espoliação legitimada.

Quando uma legislação obriga você a sustentar autarquias, ministérios e empresas estatais, ou até mesmo a adquirir compulsoriamente bens ou serviços — como seguros obrigatórios para você ou para terceiros —, isso é espoliação legitimada.

Em outros casos, a espoliação legitimada é mais difícil de ser reconhecida, e pode até mesmo ser vista como algo benéfico para a sociedade. Por exemplo, subsídios agrícolas ou previdência social.

Entretanto, a realidade é uma só: sempre que riqueza é forçosamente transferida de uma pessoa para outra, isso não é caridade. Trata-se apenas de mais uma forma de espoliação legitimada.

Espoliação legitimada não se limita apenas a assuntos que envolvam dinheiro. Uma coerção governamental que roube a vida ou a liberdade de alguém é apenas mais uma forma de espoliação — por exemplo, quando seus filhos são obrigados por lei a frequentar escolas públicas ou privadas, ou são recrutados compulsoriamente para o exército.

Bastiat concluiu que:

Quando a espoliação se torna um meio de vida para um grupo de pessoas, elas criam para si próprias, ao longo do tempo, um sistema legal que autoriza este ato, e um código moral que o glorifica. Em outras palavras, a espoliação legitimada transforma os cidadãos em quadrilhas concorrentes de ladrões, ao mesmo tempo em que transforma o governo em uma máfia extremamente poderosa e com autonomia para praticar atos típicos de crime organizado contra os mesmos direitos naturais que ele supostamente deveria proteger. Nesse ciclo vicioso, é apenas uma questão de tempo para que um vizinho espoliador utilize o governo para espoliar o vizinho honesto. Portanto, da próxima vez em que você vir um ato generoso do governo, faça a seguinte pergunta a si próprio: quem está sendo espoliado para que isso seja possível?

Não se surpreenda ao descobrir que a resposta é 'você'.

The Foundation for a Free Society é um grupo ativista libertário americano que busca conscientizar os indivíduos a entender seus direitos naturais para que possam realmente exercê-los.

Texto copiado do site www.mises.org.br
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Offline Joseph Kony

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Re: O Que Vocês Acham Desse Texto?
« Responder #1 Online: 19 de Junho de 2011, 15:13 »
Perfeito.




"O Bostinha JAMAIS conquistará a Libertadores!" -Lordakner

Offline Joseph Kony

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Re: O Que Vocês Acham Desse Texto?
« Responder #2 Online: 19 de Junho de 2011, 15:14 »
Outro conceitualmente equivalente:

http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=926

Citação de: Hans-Hermann Hoppe
Alguns meses atrás, um jornalista francês, o senhor Nicolas Cori, procurou-me pedindo uma entrevista a respeito do tema da tributação, a qual seria publicada na revista francesa mensal "Philosophie Magazine", no contexto do atual debate sobre "reforma tributária" que vem ocorrendo na França.

Concordei em dar a entrevista, a qual foi inteiramente conduzida por e-mail em língua inglesa.  O senhor Cori fez a tradução para o francês, meu amigo o Dr. Nikolay Gertchev conferiu e corrigiu sua tradução, e eu então enviei a versão autorizada da tradução para o senhor Cori.  Desde então, mais de um mês depois, e não obstante meus sucessivos pedidos de resposta, não recebi satisfação alguma do senhor Cori.  Posso apenas especular as razões do seu silêncio.  Muito provavelmente, ele não obteve permissão de seus superiores para publicar a entrevista, e não possui a cortesia e a hombridade de me dizer isso.

Em todo caso, eis aqui a entrevista original.  A versão autorizada em francês está disponível na página de traduções do meu website http://www.hanshoppe.com/2011/03/10/, aqui.

 

NC: Impostos são consistentes com a liberdade individual e com os direitos de propriedade?  Há algum nível de tributação em que tal ato deixa de ser consistente?

Hoppe:

Não.  Impostos nunca são, em qualquer nível de tributação, consistentes com a liberdade individual e com os direitos de propriedade.  Impostos são pura e simplesmente um roubo, um assalto.  Os ladrões — o estado e seus funcionários e aliados — tentam fazer o melhor possível para esconder esse fato, é claro, mas simplesmente não há como fazê-lo.  

Obviamente, impostos não podem ser considerados pagamentos normais e voluntários por bens e serviços, pois você não tem a permissão de parar de pagá-los caso não esteja satisfeito com o produto que lhe é entregue.  Você não é punido caso pare de comprar carros da Renault ou perfumes Chanel, mas irá para a cadeia caso pare de pagar por universidades e escolas estatais, bem como caso não esteja mais a fim de sustentar o senhor Sarkozy e sua pompa.  Tampouco é possível interpretar os impostos como sendo meros 'pagamentos de alugueis', como no caso de um inquilino para seu senhorio.  Afinal, para ser considerado o proprietário das terras, o estado francês teria de ser capaz de provar duas coisas: primeiro, que o estado, e ninguém mais, é o proprietário da cada centímetro de terra da França; e segundo, que ele possui um contrato de aluguel com absolutamente cada cidadão francês no que concerne à utilização da propriedade, bem como ao preço de sua utilização.

Nenhum estado — seja ele francês, alemão, americano ou absolutamente qualquer outro — é capaz de provar isso.  Não há documentos com essa finalidade e eles não são capazes de apresentar nenhum contrato de aluguel.  Assim, há apenas uma conclusão: tributar é um ato de roubar e extorquir; ato esse por meio do qual um seguimento da população, a classe dominante ligada ao estado, enriquece a si própria à custa da classe restante, os dominados.

NC: é errado não pagar impostos?

Hoppe:

Não.  Dado que imposto é roubo — ou seja, algo moralmente errado —, não se pode dizer que seja errado se recusar a pagar ladrões ou mentir para eles a respeito de sua renda ou de seus ativos tributáveis.

Isso não significa, entretanto, que seja algo prudente ou sábio não pagar impostos — afinal, o estado é "o mais frio de todos os monstros", como disse Nietzsche, e ele pode arruinar toda a sua vida ou mesmo destruir você por completo caso não obedeça às suas ordens.  Porém, não pode haver dúvidas quanto ao fato de que é justo não pagar impostos.

NC: Como sabemos que um imposto é justo?  Há alguns critérios?  Um imposto progressivo é melhor que um imposto uniforme (flat tax, um imposto de renda com uma alíquota única para todos)?

Hoppe:

Sabemos que nenhum imposto é justo, seja ele progressivo, uniforme ou proporcional.  Como pode o roubo e a extorsão serem justos?  O "melhor" imposto será o menor imposto — ainda assim, mesmo o mais baixo dos impostos ainda é um imposto.  O "melhor" imposto — porque seria o menor — seria um imposto per capita (conhecido como poll tax), no qual cada indivíduo paga a mesma quantia absoluta de impostos.  Como até mesmo o mais pobre dos pobres teria de ser capaz de pagar essa quantia, tal imposto teria necessariamente de ser baixo.

Porém, mesmo esse imposto por cabeça ainda seria um roubo, e não há nada de "justo" em relação a ele.  Um imposto por cabeça não trata todos os cidadãos de maneira igual e uniforme; tampouco ele estabelece a "igualdade perante a lei", pois algo ocorre com a receita dessa tributação: os salários de todos os empregados do governo e dos dependentes do estado (pensionistas e pessoas em programas assistencialistas) são pagos com as receitas oriundas da tributação.  Consequentemente, funcionários públicos e dependentes do estado não pagam imposto algum.  Ao contrário, toda a renda líquida dessas pessoas (após elas terem pagado seu imposto por cabeça) advém do pagamento dos impostos feito por outras pessoas, de modo que funcionários públicos e dependentes do estado são meros consumidores de impostos, cuja renda advém da riqueza roubada de terceiros: os produtores de impostos.  O que há de justo e moral em um grupo de pessoas vivendo parasiticamente à custa de outro grupo de pessoas?

NC: Todos os filósofos concordam quanto a isso?

Hoppe:

Não, não concordam, o que não é surpresa alguma.  Praticamente todos os filósofos profissionais da atualidade são consumidores de impostos.  Eles não produzem bens ou serviços que irão posteriormente vender no mercado a consumidores de filosofia, os quais irão voluntariamente comprar ou deixar de comprar tais produtos.  Com efeito, a se julgar pela atual demanda dos consumidores, toda a obra da maioria dos filósofos contemporâneos deve ser considerada inútil e sem valor.  Mais ainda: praticamente todos os filósofos de hoje são pagos por meio de impostos.  Eles vivem do dinheiro roubado ou confiscado de terceiros.  Se a sua vida depende da receita de impostos, você provavelmente não vai se opor à instituição da tributação utilizando princípios éticos.

É claro que esse não é necessariamente o caso.  Nossa "consciência" não é determinada pela nossa "existência", como disse Marx.  Entretanto, qualquer oposição da parte dessa gente não é muito provável.  De fato, assim como a maioria dos "intelectuais", os filósofos tipicamente sofrem de um ego sobredimensionado.  Eles acreditam sinceramente que fazem um trabalho de grande importância e, por isso, se ressentem do fato de a "sociedade" não recompensá-los de acordo.  Assim, ou eles simplesmente ignoram a questão da tributação, ou eles estão na vanguarda da invenção de tentativas tortuosas e convolutas de se justificar os impostos — tentando mascarar o roubo como sendo algo "bom" — e, em particular, seus próprios salários, os quais são financiados via impostos.

NC: Deveriam os filósofos levar em conta a eficiência econômica dos métodos de tributação simultaneamente aos valores éticos de tais métodos?

Hoppe:

Para falar que uma ação é "eficiente", é necessário primeiramente definirmos um propósito para tal ação, ou seja, um objetivo ou um fim.  Algo pode ser julgado como eficiente ou ineficiente apenas à luz de um objetivo que é tido como já determinado.  A tarefa do economista e da chamada "ciência econômica positiva" é determinar quais medidas são eficazes (ou ineficazes) para produzir um dado fim.  Por exemplo, se você quiser criar desemprego em massa, então a ciência econômica diz que seria eficaz elevar o salário mínimo para, digamos, 100 euros por hora.  Por outro lado, se o seu objetivo é minimizar o desemprego, então a ciência econômica ensina que o salário mínimo e todas as leis e regulamentações trabalhistas devem ser abolidos.

Porém, economistas, enquanto meramente economistas, não têm nada a dizer quanto à permissibilidade ou à desejabilidade dos objetivos em questão.  Fazer juízos de valor não é a função do economista; essa é a tarefa do filósofo.  É tarefa do filósofo determinar quais objetivos são justos e admissíveis e quais não são.  (O economista irá então informar ao filósofo quais meios são eficientes e quais são ineficientes para se atingir tais objetivos justificáveis).

Mas, como já afirmei: a profissão filosófica simplesmente não tem feito seu trabalho.  Os filósofos, é claro, fornecem uma variedade de conselhos sobre o que fazer ou o que não fazer, mas seus conselhos têm pouco ou nenhum peso intelectual.  Em praticamente todos os casos, tratam-se de meras opiniões: a expressão de gostos pessoais, nada mais.  Se você perguntar a eles sobre a "teoria da justiça" — de onde supostamente vem a maioria de suas recomendações —, verá que eles não têm tal teoria.  Tudo o que eles podem oferecer é apenas alguma coleção ad hoc de julgamentos de valor subjetivo, os quais tipicamente não cumprem sequer a exigência mínima de ter alguma consistência interna.

Qualquer teoria da justiça digna de algum valor deve reconhecer acima de tudo o fato mais fundamental da vida humana: os bens são escassos, isto é, não vivemos na superabundância.  É a escassez que faz com que as pessoas entrem em conflito umas com as outras: eu quero fazer x com um dado recurso escasso e você quer fazer y com esse mesmo recurso.  Sem conflitos, não haveria nenhuma necessidade de regras ou normas; e o propósito das normas é o de evitar conflitos.

Como não há e nem nunca houve uma harmonia pré-estabelecida entre todos os interesses, os conflitos podem ser evitados somente se todos os recursos escassos forem propriedade privada, isto é, se houver um proprietário identificável para um dado recurso, ao invés de vários brigando entre si para possuí-lo.  E, para que os conflitos fossem evitados desde o início da humanidade, por assim dizer, qualquer teoria da justiça teria de começar com uma norma determinando que a primeira apropriação original de algum recurso escasso configuraria propriedade privada.

A maior parte da filosofia (política) contemporânea não parece estar consciente desse fato.  Com efeito, eu frequentemente tenho a impressão de que nem mesmo o fato de que vivemos na escassez é reconhecido ou plenamente compreendido.

NC: Qual, portanto, deveria ser o objetivo de uma política tributária?  Redistribuição?  Igualdade?  Redução da pobreza?

Hoppe:

Se imposto é roubo, então, do ponto de vista da justiça, não deveriam existir impostos e nem qualquer política tributária.  Toda e qualquer discussão sobre os objetivos de uma política tributária e sobre reforma tributária é apenas uma discussão entre ladrões e defensores do roubo, pessoas que não se importam com justiça.  Eles se importam apenas em aprimorar a espoliação da propriedade alheia.  Há debates e divergências entre eles a respeito do que deve ser tributado, em qual nível e o que deve ser feito com os impostos, isto é, quem deveria ficar com qual fatia do esbulho.  Porém, todos os ladrões e todos os beneficiários do roubo tendem a concordar em um ponto: quanto maior a quantia espoliada, e quanto menor o custo do roubo, melhor fica a situação deles.  Em verdade, é isso que todas as democracias ocidentais praticam hoje: escolher alíquotas e formas de tributação que maximizem as receitas tributárias.

Todas as atuais discussões sobre reforma tributária, seja na França, na Alemanha, nos EUA ou em qualquer outro país, são apenas isso: discussões sobre como aumentar a pilhagem dos cidadãos.  Para tal, discute-se se o imposto sobre a herança deve ser introduzido ou repelido, se a renda deve ser tributada progressivamente ou proporcionalmente, se os ganhos de capital devem ser tributados como renda ou não, se os impostos indiretos — como o imposto sobre valor agregado — devem ou não ser substituídos por impostos diretos e se as alíquotas desses impostos devem ser elevadas ou reduzidas.  Eles nunca discutem sobre a justiça de tais atos.  Eles não estão motivados por nenhuma oposição a impostos baseada em princípios, mas sim pelo desejo de tornar a tributação mais eficiente, isto é, de maximizar as receitas tributárias.  Toda reforma tributária que não seja, no mínimo, "neutra em termos de receita" é considerada um fracasso.  Apenas reformas que aumentam as receitas são consideradas um "sucesso".

Com isso, devo perguntar de novo: como pode alguém considerar que isso seja "justo"? É claro que, do ponto de vista dos consumidores de impostos, tudo isso é "bom".  Porém, do ponto de vista dos produtores de impostos — isto é, daqueles que realmente pagam impostos —, isso certamente não é "bom", mas sim "pior do que ruim".

Uma última consideração sobre os efeitos econômicos da tributação: todo imposto representa efetivamente uma redistribuição de riqueza e renda.  Riqueza e renda são forçosamente tomadas de seus proprietários e de seus produtores e transferidas para pessoas que não são proprietárias dessa riqueza e que não produziram essa renda.  A acumulação futura de riqueza e a produção de renda serão, desta forma, desestimuladas, e o confisco e consumo da riqueza existente serão estimulados.  Como resultado, a sociedade ficará mais pobre em relação ao seu potencial de riqueza.

E quanto ao efeito da eternamente popular proposta igualitária de se tributar os "ricos" para dar aos "pobres", uma consideração adicional: tal esquema não reduz ou alivia a pobreza; ao contrário, ela aumenta a pobreza.  Ela reduz os incentivos para se enriquecer e ser produtivo, e aumenta os incentivos para se manter pobre e ser improdutivo.

NC: Deveriam as pessoas ricas ser tratadas de modo diferente das pobres?

Hoppe:

Cada indivíduo, rico ou pobre, deveria ser tratado igualitariamente perante a lei.  Existem pessoas ricas que são ricas sem jamais terem trapaceado, fraudado ou roubado nada de ninguém.  Elas são ricas porque trabalharam mais, pouparam diligentemente, foram mais produtivas e demonstraram engenho e criatividade empreendedorial, normalmente ao longo de várias gerações familiares.  Tais pessoas deveriam não apenas ser deixadas em paz, como também deveriam ser aplaudidas como heróis.  E há também pessoas ricas — a maioria pertencente à classe de líderes políticos em controle do aparato estatal ou à elite empresarial que possui estreitas ligações com o estado, como os bancos e as grandes empresas — que são ricas porque estiveram diretamente engajadas em, ou se beneficiaram diretamente de, confiscos, roubos, trapaças e fraudes.  Tais pessoas não apenas não deveriam ser deixadas em paz, como também deveriam ser condenadas e desprezadas como criminosas.

O mesmo é válido para as pessoas pobres.  Existem pobres que são honestos e que, portanto, deveriam ser deixados em paz.  Eles podem não ser heróis, mas merecem todo o nosso respeito.  E existem pobres que são desonestos, e que por isso devem ser tratados como escroques, não obstante a sua "pobreza".




"O Bostinha JAMAIS conquistará a Libertadores!" -Lordakner

Re: O Que Vocês Acham Desse Texto?
« Responder #3 Online: 20 de Junho de 2011, 03:00 »
Lixo apenas defendido por quem vive à custa do roubo primeiro - estagnação como método de garantir a propriedade eterna pelos mesmos.

Abolir a propriedade privada (e publica) acaba mais com o dito "parasitismo" de quem nasce rico e se crê no direito divino de o permanecer.


A escassez extrema é fruto de um sistema que eles defendem, o capitalismo. Não os vejo defender moderação no uso dos recursos, mas antes acesso restrito a eles - parece bem mais parasitismo, sendo este sustentado por leis que eles pretendem impor como boas à população que delas sofrerá, para que eles vivam na maior.

Também não os vejo defender limite na acumulação de bens escassos - Ninguém é rico por empenho no trabalho, acredita nisto o cínico ou quem nunca trabalhou na vida.
No sistema presente ser rico implica roubo sempre aos demais ou sorte por lhe cair em cima.


A criatividade é o destino final do homem e não deve ser mercantilizada. Não necessitamos viver na escassez, nem matar-nos a trabalhar para sermos chamados de parasitas pelos que tudo possuem e nada contribuem para o bem comum.


E não menos importante, a degradação moral inerente a um sistema destes é elevada. Eles até apontam alguns dos problemas correctamente que é o facto de uns produzirem para fornecerem a terceiros que ocupam empregos fictícios. Não entendem que isto é resultado do eficiente sistema produtivo capitalista - Precisa-se é diminuir o tempo de trabalho e gerir mais eficientemente os recursos comuns sem exclusividade. Nenhum homem recusa sobreviver, isto é que leva à origem de todos esses empregos fictícios ou subsídios, pois de outro modo a humanidade não teria evoluído - o que estes tipos pretendem é o regresso à época antiga da escravatura institucionalizada.

Não detenho a verdade absoluta, apenas sonho com o amanhã, pois se olhar-se o passado a humanidade nunca teria avançado como o fez. Estes defensores de sistemas arcaicos não entendem ou não querem entender a necessidade de repensar de forma criadora privilegiando o repetir das formulas antigas para se protegerem. Mostram pouco saber a respeito de criação...O desafio maior é como gerir recursos escassos sem explorar os humanos.

« Última modificação: 20 de Junho de 2011, 03:20 por Pug »

Re: O Que Vocês Acham Desse Texto?
« Responder #4 Online: 20 de Junho de 2011, 03:34 »
Abolir a ideia de propriedade é complicada porque implica pensar de outro modo usando ferramentas do presente.
Um possível meio termo pode ser o "alugar" da propriedade por parte da comunidade através de um contrato limitado.

A massificação dos deveres e direitos, o acesso quase irrestrito de quase todos a uma educação superior, deve também levar a pensar-se que isto deixou de ser garantia para um emprego "superior".

A ideia de bom emprego também deveria desvanecer. Existem milhares de pessoas a ocupar cargos considerados de relevo quando preferiam realizar outro tipo de tarefas. Este problema pode ser resolvido com a revisão do que significa ter sucesso ou seja uma revalorização do individuo enquanto tal. As pessoas dizem-se livres embora esmagadas pela necessidade social de parecerem ser o que não são.

« Última modificação: 20 de Junho de 2011, 03:50 por Pug »

Re: O Que Vocês Acham Desse Texto?
« Responder #5 Online: 20 de Junho de 2011, 03:47 »
Sem defender-se a tábua rasa, deve-se tentar encontrar criar novo através do que é entendido e deste modo se reforma.

As ideias de anti-Estado podem até nascer de intenções dúbias, não sei, nem importa.

Soluções: Pode apresentar-se às pessoas uma sociedade moral e orientada para o bem comum por outra via. Uma é até conhecida, a sociedade por contratos. Outras soluções existem, usem-nas ou criem novas...



Comentário geral: é importante saber adaptar as ideias ao entendimento humano (do outro). O homem moral deve servir o bem comum...
« Última modificação: 20 de Junho de 2011, 03:52 por Pug »

Re: O Que Vocês Acham Desse Texto?
« Responder #6 Online: 20 de Junho de 2011, 06:23 »
Propriedade privada - quem garante a legitimidade desta?

Fala-se em roubar o que é dos outros, mas quem disse que a propriedade a esses outros pertencia?


A posse de propriedade em si mesma é um roubo, pois retira o que aos outros pertence!


Todos querem mamar na teta do Estado, cada ao seu jeito. Acabem com a noção de propriedade que implica sempre o roubo. Ninguém nasce a possuir nada, adquire através do roubo essa posse.


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Re: O Que Vocês Acham Desse Texto?
« Responder #7 Online: 20 de Junho de 2011, 12:39 »
Citação de: Pug
No sistema presente ser rico implica roubo sempre aos demais ou sorte por lhe cair em cima.

Ah não, Soma Zero de novo!!!!!!  :emoticon8:





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Offline Puta do Maicosuel

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Re: O Que Vocês Acham Desse Texto?
« Responder #8 Online: 20 de Junho de 2011, 12:42 »
Citação de: Pug
A posse de propriedade em si mesma é um roubo, pois retira o que aos outros pertence!


Todos querem mamar na teta do Estado, cada ao seu jeito. Acabem com a noção de propriedade que implica sempre o roubo. Ninguém nasce a possuir nada, adquire através do roubo essa posse

Poderia começar então explicando se Bill Gates e Cristiano Ronaldo ROUBARAM o que têm de outras pessoas, e como?  :emoticon5:
"O Bostinha JAMAIS disputará a Libertadores" (Lordakner)

Re: O Que Vocês Acham Desse Texto?
« Responder #9 Online: 20 de Junho de 2011, 14:54 »
Apesar de apresentar frases soltas elas devem ser lidas no todo.

A questão não é o roubo em si, mas da legitimidade da posse. Quem garante a legitimidade ao proprietário?



Propriedade privada - quem garante a legitimidade desta?

Fala-se em roubar o que é dos outros, mas quem disse que a propriedade a esses outros pertencia?


A posse de propriedade em si mesma é um roubo, pois retira o que aos outros pertence!


Todos querem mamar na teta do Estado, cada ao seu jeito. Acabem com a noção de propriedade que implica sempre o roubo. Ninguém nasce a possuir nada, adquire através do roubo essa posse.




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Re: O Que Vocês Acham Desse Texto?
« Responder #10 Online: 20 de Junho de 2011, 22:38 »
Apesar de apresentar frases soltas elas devem ser lidas no todo.

A questão não é o roubo em si, mas da legitimidade da posse. Quem garante a legitimidade ao proprietário?

A nota fiscal ou o título de propriedade registrado em cartório.




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Re: O Que Vocês Acham Desse Texto?
« Responder #11 Online: 20 de Junho de 2011, 22:41 »
Citação de: Pug
A questão não é o roubo em si, mas da legitimidade da posse

Fugiu de confirmar que Bill Gates e Cristiano Ronaldo roubaram suas riquezas de outros, porém...

Citar
A posse de propriedade em si mesma é um roubo, pois retira o que aos outros pertence!

...tinha dito acima que todo bem que alguém possui necessariamente é roubado de outro.


Recomendo que pare de postar sob efeito de maconha.
"O Bostinha JAMAIS disputará a Libertadores" (Lordakner)

Offline Puta do Maicosuel

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Re: O Que Vocês Acham Desse Texto?
« Responder #12 Online: 20 de Junho de 2011, 22:48 »
Quanto ao texto da primeira página: a "espoliação" à força SEMPRE existirá. Se não for pelo estado, será por outras organizações armadas.
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Re: O Que Vocês Acham Desse Texto?
« Responder #13 Online: 21 de Junho de 2011, 03:32 »
A propriedade existe através da legitimidade da burocracia odiada, parem de queixar-se do dever de pagar impostos.

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Re: O Que Vocês Acham Desse Texto?
« Responder #14 Online: 21 de Junho de 2011, 05:17 »
Você realmente sabe o que é roubo?
Capitalismo: una Historia de Amor (Michael Moore) - Trailer Español (Sub.) (The video's owner prevents external embedding)

No filme, Moore desenrola uma fita amarela de cenário do crime em torno do quarteirão da Wall Street onde estão companhias financeiras cúmplices no colapso da economia em 2008, as quais desde então têm sido as beneficiárias de salvamentos de muitos milhares de milhões de dólares do governo dos EUA. Ele tenta efectuar uma "prisão" dos chefes criminosos destas corporações. Também identifica um certo número de políticos democratas e seus nomeados que foram cúmplices dos republicanos de Bush-Cheney neste roubo "à luz do dia" do tesouro nacional dos EUA por conta dos seus patrões bilionários da Wall Street.


E a bosta do "Mieses Institute" com seus textinhos banais sobre tvs roubadas, escritos especialmente para deficientes mentais. :emoticon8: :emoticon8: :emoticon8:
O Nascedor

Por que será que o Che tem esse perigoso costume
de seguir sempre renascendo?
Quanto mais o insultam, o manipulam o radicionam, mais renasce.
Ele é o mais renascedor de todos!
Não será porque o Che dizia o que pensava, e fazia o que dizia?
Não será por isso, que segue sendo tão extraordinário, num mundo em que
as palavras e os fatos raramente se encontram?
E quando se encontram, raramente se saúdam, porque não se reconhecem?

Eduardo Galeno (Uruguai)

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Re: O Que Vocês Acham Desse Texto?
« Responder #15 Online: 21 de Junho de 2011, 08:57 »
Você realmente sabe o que é roubo?
Capitalismo: una Historia de Amor (Michael Moore) - Trailer Español (Sub.) (The video's owner prevents external embedding)

No filme, Moore desenrola uma fita amarela de cenário do crime em torno do quarteirão da Wall Street onde estão companhias financeiras cúmplices no colapso da economia em 2008, as quais desde então têm sido as beneficiárias de salvamentos de muitos milhares de milhões de dólares do governo dos EUA. Ele tenta efectuar uma "prisão" dos chefes criminosos destas corporações. Também identifica um certo número de políticos democratas e seus nomeados que foram cúmplices dos republicanos de Bush-Cheney neste roubo "à luz do dia" do tesouro nacional dos EUA por conta dos seus patrões bilionários da Wall Street.


E a bosta do "Mieses Institute" com seus textinhos banais sobre tvs roubadas, escritos especialmente para deficientes mentais. :emoticon8: :emoticon8: :emoticon8:


Venceu.

Re: O Que Vocês Acham Desse Texto?
« Responder #16 Online: 21 de Junho de 2011, 09:06 »
E a bosta do "Mieses Institute" com seus textinhos banais sobre tvs roubadas, escritos especialmente para deficientes mentais. :emoticon8: :emoticon8: :emoticon8:


Tudo a ruir e eles preocupados com...

 :emoticon22:

Offline user f.k.a. Cabeção

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Re: O Que Vocês Acham Desse Texto?
« Responder #17 Online: 01 de Julho de 2011, 10:26 »
"Arrière donc les empiriques et les organisateurs! Arrière leurs anneaux, leurs chaînes, leurs crochets, leurs tenailles! arrière leurs moyens artificiels! arrière leur atelier social, leur phalanstère, leur gouvernementalisme, leur centralisation, leurs tarifs, leurs universités, leurs religions d'État, leurs banques gratuites ou leurs banques monopolisées, leurs compressions, leurs restrictions, leur moralisation ou leur égalisation par l'impôt! Et puisqu'on a vainement infligé au corps social tant de systèmes, qu'on finisse par où l'on aurait dû commencer, qu'on repousse les systèmes, qu'on mette enfin à l'épreuve la Liberté, — la Liberté, qui est un acte de foi en Dieu et en son œuvre." ~ Frédéric Bastiat


*lágrimas*
[N]ão é uma "conspiração" propriamente dita aquilo que denunciamos, mas apenas os efeitos cumulativos devastadores de uma série de ideários progressistas que podem ser promovidos sem a necessidade de qualquer grande centralização, sem uma sinistra organização secreta para dominação e destruição do mundo.
- ímpio, sobre conservadores

Offline Cypherpunk

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Re: O Que Vocês Acham Desse Texto?
« Responder #18 Online: 01 de Julho de 2011, 14:34 »
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Em outros casos, a espoliação legitimada é mais difícil de ser reconhecida, e pode até mesmo ser vista como algo benéfico para a sociedade. Por exemplo, subsídios agrícolas ou previdência social.
Texto escrito por um coronel nordestino vagabundo que odeia as taxas de juros "absurdas" cobrada pelos bancos para agricultores.

Ou qual seria o motivo da ajuda aos banqueiros ser "espoliação legitimada" e o subsídio agrícola ser benéfico para a sociedade?

Offline Aquele que nunca nasceu

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Re: O Que Vocês Acham Desse Texto?
« Responder #19 Online: 01 de Julho de 2011, 15:43 »
Ótimo texto.