Só uma pergunta spider_man: se você não considera válidos os argumentos e as fontes apresentadas pelos ateus para a defesa do ateísmo, por que acha que alguém deveria levar a sério uma defesa apologética do cristianismo?
Simples: a melhor maneira de pormos em "xeque" nossa visão do mundo é confrotando-a com os melhores argumentos da visão contrária..penso que 95% dos ateus são sinceros naquilo que não acreditam,por isso,não devem temer pôr em jogo essa visão diante dos melhores argumentos do teísmo cristão (puxando a brasa à minha sardinha).
Não considero válidos precisamente por isso:analisei os melhores,contrapus uma visão à outra e cheguei à conclusão que o Cristianismo oferecia uma Cosmovisão mais racional sobre o mundo e suas questões do que o ateísmo.
Não considerar válidos ou não concordar não significa que "não leve a sério".
[]s
I see. Então é por isso que você rejeita na hora argumentos com fontes de sites céticos, bom saber. (1)
Mas falando ainda sobre a apologética propriamente dita, não acha que defesas sobre a suposta inferioridade moral de não-cristãos contidas em argumentos do tipo podem influenciar negativamente o convívio entre cristãos, religiosos de outras crenças e céticos? (2)
Aliás, é perfeitamente possível dentro da doutrina bíblica o crente encontrar fundamentação para um ponto de vista essencialmente igualitário sobre a natureza humana de um modo geral, sejam cristãos ou não. (3)
A bíblia diz que a salvação é um dom de Deus através da graça (ninguém mereceu ou merece o sacrifício de Jesus), que os descrentes estão cegos (ou seja, não assumem a postura cética como uma negação consciente à salvação), e que os crentes são exortados a praticarem a santidade, mas podem ter uma vida tão pecaminosa quanto qualquer descrente, já que o pecado faz parte da natureza humana. (4)
Junte essas idéias e você vai ter um cenário onde crentes e descrentes são literalmente "farinha do mesmo saco", sem ninguém ter o direito de apontar o dedo e fazer acusações, algo que pode perfeitamente ser considerado como arrogância, uma postura condenada pela bíblia, além de exaltar Deus de forma geral e atribuir exclusivamente a ele qualquer forma de virtude humana. (5)
Grifos meus..
1 Não todos, mas quando o assunto é "neutro" (como o debatido com LordAkner, já não lembro bem...História, eu acho..), faz mais sentido considerarem-se fontes neutras. Num debate ateísmo vs cristianismo a diferença já não será assim tanta, uma vez que se lida mais com argumentos do que com evidência fatual.
2 A questão não é a "inferioridade moral",mas a "tendência" à inferioridade moral..Você é obrigado a concordar comigo que a religião funciona de certa forma como um "freio" moral para as sociedades e para o individuo em si..Os ateus não são "imorais" ,isso é tão falacioso quanto todos os religiosos "são morais", mas a questão é que no ateísmo não parece existir um freio moral pelo menos equiparável ao religioso, o que significa que o ateísta
tendencialmente será mais hedonista, que o cristão por exemplo.
Não vejo o porquê desse convívio ser afetado, estamos debatendo ideias e não pessoas..numa sociedade saudável, há que saber separar as coisas.
3 É ? Em termos de "natureza humana" até concordo: cristãos não são humanamente diferentes de não cristãos..se o assunto é salvação, aí a coisa muda um pouco de figura.
Contudo, se achar necessário, pode postar aqui trechos da Bíblia que suportem a sua tese (que confesso, não entendi bem qual foi).
4 Por partes:
A bíblia diz que a salvação é um dom de Deus através da graça (ninguém mereceu ou merece o sacrifício de Jesus), Certo..
que os descrentes estão cegos (ou seja, não assumem a postura cética como uma negação consciente à salvação), Ser "descrente" indica uma negação, consciente ou não da "crença", neste caso, a citada acima. Você pode afirmar que é ateu porque "não encontra argumentos em termos de razão para crer em Deus", mas ainda assim é uma descrença em Deus. Mas aplica-se aqui o postulado científico de "ausência de evidência não é evidência da ausência", o simples fato de você não achar a crença em Deus razoável, isso por si só não invalida que Deus não exista, o que supondo isso ser verdade, você continua sendo "cego espiritualmente" - concluindo, ter uma postura cética.
biblicamente, não significa que a pessoa não é cega espiritualmente. Sublinho o "biblicamente" e pegando na expressão que colocou : "cegos".
e que os crentes são exortados a praticarem a santidade, mas podem ter uma vida tão pecaminosa quanto qualquer descrente, já que o pecado faz parte da natureza humana.Aqui não é bem assim..textos como Heb 12.14, 1 Jo 3.9 ou 1 Ped 2.9,10 indicam que um sinal da conversão é a vida santificada. Santificação aqui não é perfeição, mas uma doutrina bíblica chamada de regeneração, que não vou aprofundar muito.
Ainda que o pecado faça parte da natureza humana, resumidamente, diz-nos a regeneração que o
individuo recebe o Espírito Santo e tem a possibilidade de dizer não para o pecado e sim para a justiça (Romanos 6).5 Exato..Mas "não condenar a pessoa" é diferente de denunciar o pecado. Exemplos: a Bíblia condena o adultério,a prostituição mas não o pecador em si, ilustrado bem
para pela história da mulher adúltera,em João 8.
Ser tudo "farinha do mesmo saco" significa que Jesus veio morrer pela humanidade,pelo pecador,mas para isso é necessário
crer na obra que Ele realizouJesus respondeu, e disse-lhes: A obra de Deus é esta: Que creiais naquele que ele enviou. Jo 6.29Nota:Minha intenção na resposta penso que está clara: responder às suas afirmações. O recurso a versículos textuais da Bíblia e a doutrinas, foi exclusivamente para responder ao seu post.
Congratulo-o desde já pela postura,
Abraços