A questão não é a "inferioridade moral",mas a "tendência" à inferioridade moral..Você é obrigado a concordar comigo que a religião funciona de certa forma como um "freio" moral para as sociedades e para o individuo em si..Os ateus não são "imorais" ,isso é tão falacioso quanto todos os religiosos "são morais", mas a questão é que no ateísmo não parece existir um freio moral pelo menos equiparável ao religioso, o que significa que o ateísta tendencialmente será mais hedonista, que o cristão por exemplo.
Dizer que um ateu possui maior tendência à imoralidade equivale a afirmar que um ateu é menos capaz de fundamentar seus valores do que o religioso, e isso é um juizo de valor extremamente pretensioso. Pessoas cultivam valores em todo tipo de sociedade, e não dependem apenas dos dogmas e tradições impostos pela religião pra isso.
Se por um lado um ateu não possui uma motivação na fé cristã pra não ser hedonista, utilizando o exemplo, isso não significa que ele não tenha ou não possa ter qualquer outro motivo pra não possuir essa atitude.
Não vejo o porquê desse convívio ser afetado, estamos debatendo ideias e não pessoas..numa sociedade saudável, há que saber separar as coisas.
O comentário foi por causa do teor ofensivo e arrogante de muitos desses apologistas em relação aos céticos.
É ? Em termos de "natureza humana" até concordo: cristãos não são humanamente diferentes de não cristãos..se o assunto é salvação, aí a coisa muda um pouco de figura.
Contudo, se achar necessário, pode postar aqui trechos da Bíblia que suportem a sua tese (que confesso, não entendi bem qual foi).
Foi isso mesmo.
Aqui não é bem assim..textos como Heb 12.14, 1 Jo 3.9 ou 1 Ped 2.9,10 indicam que um sinal da conversão é a vida santificada. Santificação aqui não é perfeição, mas uma doutrina bíblica chamada de regeneração, que não vou aprofundar muito.
Ainda que o pecado faça parte da natureza humana, resumidamente, diz-nos a regeneração que o individuo recebe o Espírito Santo e tem a possibilidade de dizer não para o pecado e sim para a justiça (Romanos 6).
É possível encontrar casos até mesmo de líderes cristãos reconhecidos, de congregações enormes com décadas de existência, chafurdando em práticas que eu não duvido que a maioria dos seus próprios seguidores nunca teriam coragem nem mesmo de imaginar, e no entanto, após descobertos, esses mesmos líderes demonstram arrependimento e fica tudo bem, a mensagem de Deus é o perdão.
Você não pode simplesmente afirmar que essas pessoas não são cristãs.
Ser tudo "farinha do mesmo saco" significa que Jesus veio morrer pela humanidade,pelo pecador,mas para isso é necessário crer na obra que Ele realizou
Não, ser tudo farinha do mesmo saco significa que não há diferença alguma que você possa apontar em todos os cristãos em relação a todos os não-cristãos que não seja a mera discordância sobre a fé religiosa.
Nota:Minha intenção na resposta penso que está clara: responder às suas afirmações. O recurso a versículos textuais da Bíblia e a doutrinas, foi exclusivamente para responder ao seu post.
A proposta foi essa. Fui eu mesmo quem comecei a citar a bíblia.
Congratulo-o desde já pela postura,
É a postura de alguém que se recusa a participar de uma guerra religiosa, ou entre a religião e o ateísmo, em qualquer esfera.
Se você também gostaria de ver um diálogo mais construtivo entre religiosos e céticos, recomendo não copiar a militância ateísta em seus aspectos mais patéticos, como a arrogância de considerar o debate como simplesmente "esfregar a verdade na cara" dos pobres ignorantes que não concordam com você, através de um discurso supostamente científico superficial e tendencioso.