Ódio parece um exagero, quanto mais intolerante, mas são tantas as vezes e de tal forma com que alguns se empenham em discutir, que parecem dar a questão mais importância do que eles próprios dizem ter. Uma ânsia de confrontação que facilmente se confude com militância.
Não sei como isso poderia ser um exagero.
Por que um ateu se sentiria ofendido com um símbolo religioso em prédios públicos? Por que ele não pode considerar o tal símbolo como um simples adorno, ainda que, na opinião dele, de mau gosto? Ou por que se sentiria ofendido com um presépio em local público (como tem acontecido muito nos EUA), com a obrigação de ter ensino religioso no currículo escolar, ou com participar de orações?
Se não existe um sentimento de repulsa e ódio direcionado especificamente contra as grandes religiões, por que não tomar todas essas coisas como apenas mais alguns costumes, entre outros de origem secular ou pagã, que são parte da cultura? Como, por exemplo, vestir a roupa adequada para cada ocasião (não ir de sunga ao trabalho ou fantasiado de palhaço a um casamento, etc), usar adereços como anéis, colares e brincos, comemorar aniversários e virada de ano, comer com talheres, usar a balança como símbolo da justiça ou serpentes como símbolo de diversas priofissões ligadas à saúde.
Num universo paralelo, onde a prática de apertar a mão de uma pessoa ao cumprimentá-la é reconhecida como tendo origem em alguma grande religião, os ateus militantes devem se cumprimentar com os cotovelos.