Agnosticismo é uma atitude epistêmica da suspensão da possibilidade de se efetuar racionalizações a respeito de determinado domínio, alegadamente incognoscível. Tipicamente em debates de religião, esse domínio em geral é o "sobrenatural".
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Julgo que agnosticismo é uma posição brutalmente incoerente. "Motivos não-racionais" é um oximoro, não existem "faculdades não-racionais" que te permitam ter atitudes diferentes perante uma crença e o domínio do sobrenatural é plenamente investigável racionalmente, e eu adoto a posição ainda mais extrema de que o mesmo é plenamente investigável empiricamente.
Desculpe voltar ao assunto, mas não entendo o que o Sr. diz com "Julgo que agnosticismo é uma posição brutalmente incoerente.". Concordo plenamente com o complemento da frase pois "Motivos não-racionais" e "faculdades não-racionais" não existem - não tem justificativa plausível.
Porém ainda não sei de qualquer agnóstico que justifique isso!
Como o Sr. mesmo diz "Agnosticismo é uma atitude epistêmica da suspensão da possibilidade de se efetuar racionalizações a respeito de determinado domínio, alegadamente
incognoscível." Isto é, afirma apenas que a razão humana é incapaz de fornecer argumentos racionais que
justifiquem o conhecimento da existência, ou não, de deus.
No meu entender, não se trata de dúvida, muito menos de "ficar em cima do muro", apenas a constatação de existem
ideias (deus é uma delas) que escapam à razão humana, embora possamos questionar e falar dessas
ideias todo o tempo.
Por exemplo, pode a razão humana conceber o infinito, o nulo, o vazio, uma "singularidade" quântica?
Claro que lidamos cotidianamente com essas ideias/conceitos, mas representam algo mais que simples operadores da Matemática? A "singularidade" quântica não é apenas o resultado da indeterminação de um conjunto de fórmulas matemáticas que representam a Teoria do Big Bang?
Por favor me explique onde está a incoerência.